17.03.09

 Já viste como é que a tua tia está?

 

Depois de ter dado entrada com uma pneumonia no Hospital de Bragança, a minha tia teve de passar para os Cuidados Intensivos devido a uma infecção hospitalar. Se isto já de si não fosse suficientemente grave, eis senão quando ela sai para a Medicina Geral e deparamos com o seu corpo cheio de equimoses.

 

- Que lhe aconteceu? 

- Deixaram cair quando tomava banho, respondeu laconicamente, sem protestar sequer.

 

Chamado o enfermeiro questionamos o que tinha acontecido. Não sabia. Do relatório não constava nada.

 

- Mas ela não entrou assim no hospital!

- Se calhar caiu.

 

 

A minha consciência diz-me que devia pedir o Livro de Reclamações e formalizar uma queixa contra os serviços do hospital. A minha mãe, como profissional de saúde, prefere chamar à atenção a directora do serviço para que a situação não se volte a repetir.

 

Eu cá acho isso muito pouco mas já estou habituada a que nunca concordem comigo.


Ontem passaste um bocado não? A voz do meu amigo imaginário ecoou a noite toda na minha mente.

Passei-me, é verdade. Mas não achas que tinha razão?

 

Há uns tempos levei para casa dos meus pais um cão para fazer companhia a um outro, já com nove anos. Vocacionado para a caça,  no outro dia, o canito “atacou” as galinhas da vizinha.

Para mim o grave é a vizinha ter um galinheiro junto à casa, em plena malha urbana. Para os meus pais o grave foi o cão ter atacado as galinhas.

 

A vizinha decidiu então pedir 100 euros pelo estrago. O meu avô pagou e depois eu ouvi o devido sermão.

A mim se me pedissem 100 euros corria-os a tiro de caçadeira. 100 euros?

 

  1.  Como provar que foi o meu cão que atacou o galinheiro?
  2.  Como é que é possível um vizinho ter galinhas em plena cidade?

 

Para mim a segunda pergunta é a fundamental e, como tal, penso que devíamos apenas um pedido de desculpa à senhora, mas mais nada.

 

Fiquei transtornada com este assunto e passei-me. A mim parece-me que o problema é ter sido EU a levar o cão lá para casa quando não vivo mais lá e isso deixa-me muito triste.

 

publicado por Lacra às 09:59

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