12.11.09

Hoje aconselharam-me três livros. Ando sedenta de leitura. Boa leitura. Livros que me transportem para outro lugar, que façam renascer em mim a vontade imparável de ler até ao fim da história. Livros que me deixem a pensar. Livros que eu queira reler, só mais uma vez e outra vez. livros que me ensinem humildemente a despertar o interesse dos outros naquilo que eu escrevo. Livros que agucem a inteligência e a criatividade.

Recebi três propostas: O Sítio das Coisas Selvagens, de Dave Eggers, que foi recentemente adaptado para cinema; O Mundo Branco do Rapaz-Coelho, de Possidónio Cachapa; e 2666, de Roberto Bolaño.

 

Sinopse de cada um deles:

 

O Sítio das Coisas Selvagens, de Dave Eggers

Max é um rapaz que está a crescer e a entrar num mundo que não consegue controlar. O pai foi-se embora; a mãe passa cada vez mais tempo com o namorado; e a irmã está a chegar à adolescência. Ele, por seu turno , refugia-se no interior do seu fato de lobo e entrega-se aos acessos de braveza de que é frequentemente acometido. Um dia, fugindo de uma discussão em casa, encontra um barco e, navegando nele, descobre uma ilha habitada por criaturas selvagens e monstruosas, de que se tornará rei.

Na altura em que o filme de Spike Jonze O Sítio das Coisas Selvagens estreia nas salas de cinema portuguesas, a Quetzal publica o romance homónimo de Dave Eggers, um livro para todas as idades inspirado no clássico infantil de Maurice Sendak.

 

O Mundo Branco do Rapaz-Coelho, de Possidónio Cachapa

Num mundo coberto de neve e e gelo, uma mulher agarra-se à vida, enquanto o seu passado se materializa aos poucos. Noutro local, um rapaz que usa em permanência umas orelhas falsas de coelho procura consumar a sua paixão erótica por uma provocadora rapariga-manga. Por cima de ambos, a sombra daqueles que já foram homens e que percorrem a Terra em busca dos que vão morrer. O Mundo Branco do Rapaz-Coelho é um romance sobre um universo em autodestruição e os limites da condição humana.

 

2666, de Roberto Bolaño

O que liga quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e pela paixão intelectual pela obra de Benno von Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe? O que liga este último a Amalfitano, um professor de filosofia, melancólico e meio louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterio­so escritor alemão do pós-guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas? 2666.

 

Para se ler sem rede - como num sonho em que percorremos um caminho que nos poderá levar a todos os lugares possíveis.

 

Aqui chegados devo dizer que sou uma pessoa super indecisa e que já li muito. Não gosto de apontar referências mas posso falar de livros que li e reli com muito prazer, como seja, 1984, de Orwell; Ernestina, de Rentes de Carvalho; e quase todos os de Eça de Queiroz. Depois há o “Se isto é um homem”, de Primo Levi; ou “Diário de um serial killer sentimental”, de Luis Sepúlveda; “Ensaio sobre a Cegueira”, do Saramago; “Afirma Pereira”, de António Tabucchi; ou “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley.

Nos últimos tempos li muita coisa, pouca me inspirou. “A Sangue Frio”, do Truman Capote, por exemplo, não me suscitou assim tanto entusiasmo quantos elogios lhe ouvi...

Dos três, parece-me que 2666 será o mais apetecível mas gostava de ouvir opiniões. Se aparecer por aí alguém, agradecia. J

publicado por Lacra às 18:13

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