04.02.10

 Sei que muitos colegas de trabalho não gostam de mim. Mas isso não me afecta muito. Bem, na verdade afecta. Até me afecta bastante porque tenho-me como boa pessoa. Pelo menos, verdadeira.  Sim, porque se não gostar de alguém não escondo. E quando tenho algo a dizer, digo. Mas parece que cai mal.

Quando me apercebo que há pessoas que falam nas nossas costas e depois oferecem sorrisos, passo-me. Odeio cinismo. Odeio hipocrisia. Não convivo bem com estas coisas. Por isso, quando sei de fonte segura que estou perante pessoas deste calibre só tenho uma coisa a fazer: dar-lhes motivos para que possam falar mal de mim. E sou má. Pedem-me um contacto. Pergunto para quê. Dizem-me que é por causa daquele assunto, eu até já fiz algo sobre isso. hummm. Interessante. Desconfio. Olha, azar, não tenho o número. Até tinha, mas não dou. Agora podes dizer a toda a gente que sou uma real besta.

Pedem-me uma fotografia. A pior que eu tiver é que a vou ceder. Ou melhor. vou-me fazer de esquecida. Ah, a sério? Nem me lembrei, quando for assim liga-me. Para o numero da porta, de preferência.

Sou rancorosa. Esse deve ser o meu principal defeito, mas sou e assumo-o. Sei que esse “ódio” de estimação que um certo grupo de coleguinhas nutre por mim só pode ter como fundamento a inveja. Quando comecei a trabalhar dava-me bem com toda a gente. Era até ingénua. Quando fazia bons trabalhos diziam-me algumas dessas colegas: já fiz isso; isso não é novidade nenhuma; aquilo que fizeste não tinha nenhum interesse. Pesquisava. Curioso. Nunca encontrava nada feito. Mais curioso: depois de fazer alguma coisa que lhes suscitasse o interesse, via a mesma matéria ser tratada nos órgãos concorrentes, alguns locais, outros nacionais. E não tinha interesse nenhum.

Um dia disseram-me: pensei que eras super antipática e arrogante. Fiquei chocada. Eu? Mas porquê? Oh pá, disseram-me. Ok

Parece que sou antipática, arrogante e tenho a mania. Nada do que eu faço tem interesse, além de que está sempre mal escrito. É capaz de ser verdade.

publicado por Lacra às 16:34

Tudo isto para te dizer, do alto dos meus 23 anos, que a vida é demasiado curta para a desperdiçarmos dessa forma: desperciça-la a ser arrogante, antipática, a guardar rancor... O desgaste que sofremos não compensa a "justiça" que queremos fazer! Tudo isto parece um cliché, mas é a mais pura verdade. Muito provavelmente digo te isso tudo, porque já perdi muitas pessoas que me eram queridas e proximas e isso faz-me pensar que a vida passa muito rápido e é uma pena enorme que ela seja desperdiçada com fulano A, B ou C. A esses desejo-lhes que sejam muito felizes, tal como eu sou ou tento ser. Mas não vão conseguir que eu me sinta mal por causa deles.

Já me alonguei demasiado nos meus comentários looool, mas em suma: tudo isto para te dizer que, da próxima vez, "espero ler-te" mais alegre! :D
galega a 6 de Fevereiro de 2010 às 22:10

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