24.11.09

Hoje de manhã fiz uma cena mesmo estúpida. Pensei que ninguém ia descobrir. Daquelas coisas que sabemos que é errado fazer mas que mesmo assim fazemos na esperança que ninguém veja e nos adivinhe tão humanos e tão maus quanto os outros.

 

Como nunca tenho tempo de tomar o pequeno-almoço resolvi trazer uma banana para comer pelo caminho. Ao chegar deitaria a casca de banana ao lixo, num dos muitos contentores que existem na rua onde estaciono o carro. O problema é que o elevador demorou e estive a inspeccionar os contadores do gás por causa de um barulho que  vinha da caixa. Entretanto tinha quase metade da banana comida. Cheguei ao fundo do prédio com a casca na mão.

 

Merda. Agora onde deito isto? Levo e deixo no carro.... Naaaaa... Deixo na caixa da publicidade. Mas é podre. Depois vão lá buscar os papeis e dão com o pastel. É chato. Oh pá, olha, fica já aqui por cima da caixa dos contadores da água. É mau mas ninguém vai reparar. Com excepção das senhoras que limpam. Elas costumam andar de luvas e trazem sempre o saco do lixo. E sempre vêem logo que é só uma casca de banana. Se ficasse na caixa da publicidade era pior. Pensavam que era só papeis  e sai de lá uma casca de banana.

 

Qualquer opção é má e profundamente errada. Como eu diria: é uma pura falta de civismo! Pois é. Lá deixei a casquinha, peguei no carro e siga. Nunca mais me lembrei do assunto até à hora de almoço.

 

  • -       Olha lá, tu por acaso hoje não fizeste nenhuma asneira?
  • -       Uhu. Asneira? Como? Não fiz nada?
  • -       Não??? Não terás feito assim, sei lá, uma garotice? Aquelas coisas parvas?
  • -       Não sei o que queres dizer com isso. mas que se passa? Onde queres chegar?
  • -       Aquela casca de banana lá em baixo, em cima dos contadores....

Risada geral. Desmanchei-me. Fui eu e é uma estupidez de primeira. Daquelas que ninguém com dois dedos de testa viria para aqui contar. De vez em quando faço assim destas merdas. E o pior é que acho piada. Estou aqui a rir-me como uma perdida. É como as crianças, quando fazem algo que sabem que é errado e é isso mesmo que dá satisfação. Ahhhhhh, que gozo, imaginar os outros fulos a gritar: que falta de civismo!

sinto-me:
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publicado por Lacra às 14:29

 As pessoas que trabalham comigo adoram-me. Adoram-me tanto que aproveitam quando eu não estou na minha secretária para me deixarem correio importante. 

 

O sentimento é mútuo. Só gostava que me saísse o euromilhões ou que encontrasse algo melhor. Ia-me embora e não dizia nada a ninguém. Nem me despedia. Desaparecia. Só para ver como eles reagiam. Provavelmente ficavam contentes. Entravam no meu computador a espreitar tudo, reviravam os meus documentos e rezavam para que eu não voltasse.

 

Das duas uma, ou sou muito incompetente e antipática ou estou muito anos luz à frente desta gente... Inclino-me para a última.

publicado por Lacra às 10:55

 Estou a cair de sono. Sinto-me cansada apesar de me ter deitado por volta da meia-noite. Não tenho vontade de trabalhar, não tenho vontade de sair, não tenho vontades.

Acontece-me acordar e pensar que estou noutra cidade. O meu Porto. Não posso dizer que tenha sido dos melhores fins-de-semana. Vi uma pessoa ter um ataque à minha frente e demorei uns largos minutos a reagir. Senti-me muito mal. Pensei que o homem estaria a ficar baralhado das ideias e ignorei, ri-me até. E ele confuso tentava finalizar uma historia que não me interessava particularmente e repetia as palavras. Às tantas reagi, sem saber muito bem o que se passava. Cerca de uma hora passou entre o sucedido, telefonemas para o 112 e vinda de uma ambulância. Tive muito medo e senti-me uma perfeita inútil.

A noite de sábado também não foi como eu esperava. Agradeço a quem deixou sugestões, bons bares, por acaso. Mas está cara a noite. Às tantas ficamos pelo bairro, com miúdos mais novos. A noite toda a fumar. Acho que perdi a alegria. Esperava que o Sapo mandasse aquele pacote, mas afinal parece que era publicidade enganosa.

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publicado por Lacra às 10:28

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