20.11.09

Amanhã conto estar no Porto a curtir uma noite como já há muito não faço, por vários motivos.

O meu namorado andou a pesquisar. Somos gente que gosta mesmo de pesquisar. Encontrou duas festinhas:

 

 

Oh amori! Tu diz-me já onde é isto que é para eu evitar estes sítios! ….Aceitam-se boas sugestões grátis, se é que isso existe...

 


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O céu estava com um tom rosa e o nevoeiro dominava a cidade. Duas da manhã. Silencio aterrador. Um frio de gelar os ossos. fui à varanda. Shiuuu. Nada, absolutamente nada. Nada mesmo, nem um som.

E eu lembrei-me de abrir os braços, inclinar-me do alto do sétimo andar e gritar uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

 

Depois de ouvir o meu eco bater nos prédios da frente enfiei-me a correr no quarto às gargalhadas.  

 

Decididamente devo ter problemas. 

 

Foto retirada daqui

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publicado por Lacra às 11:06

 Inscrevi-me num daqueles sites de busca de emprego. Enviei o currículo, preenchi os dados todos, até criei um perfil. Até hoje nunca tinha recebido nenhuma oferta para a minha área. ou melhor, até ontem.

 

Abri o e-mail e lá estava: casting de fotos. O nome da empresa era sexo virtual.

 

Isto só podia ser uma piada de mau-gosto. Os requisitos era ser mulher e ter menos de 35 anos.

 

Salário: 2000 a 2500 euros mensais. É muito mais do que aquilo que eu ganho. É mais do dobro do que eu ganho. Tentador? Nem por isso. foda-se! É que nem me ocorre dizer mais nada...

 

Já pensei criar um o meu próprio emprego. Tenho muitos colegas descontentes, bons profissionais que estão a ser literalmente desperdiçados. Comentei com o meu namorado que se me saísse o euromilhões era o que fazia.

 

Ias torrar dinheiro a criar um jornal numa região onde  a maioria das pessoas é idosa e num país que tem dos mais baixos índices de literacia?

És mesmo burra por isso é que o euromilhões nunca te vai sair. Aliás, por isso é que nem um euro te sai!

 

Deve ser mesmo por isso.

 

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publicado por Lacra às 10:34

19.11.09

A minha amiga que só diz palermices hoje falava do Murakami, um escritor qualquer japonês que eu nunca li nem ouvi falar mas que parece que é famoso. Fui pesquisar, claro. O homem escreveu um livro que me entusiasma tanto como limpar a casa ao domingo de manhã: “Auto-retrato do Escritor enquanto Corredor de Fundo”. Se calhar a este ponto alguém já me está a insultar. Isto se alguém aqui vier. Desde já aviso: este espaço é meu e portanto eu tenho todo o direito a ser estúpida, má, e irónica nas quantidades que eu quiser, mesmo que isso não tenha piada.

 

Continuando... O homem escreveu então uma obra que “reúne a paixão pelas letras com a paixão pela corrida”... Hummm.... Vou já correr comprar o livro! Sobretudo por causa do paragrafo que a minha amiga cita e que eu vou citar também:


"Pensando bem, é possível que a minha tendência para engordar possa ser encarada como uma bênção, Por outras palavras, se eu não quiser ganhar peso vejo-me obrigado a trabalhar no duro e a exercitar-me todos os dias" (p. 50).

 

Os optimistas são gente mesmo engraçada. Gostava de encarar as coisas assim também. Eu tenho tendência para engordar e não acho que isso seja uma bênção até porque não é isso que me faz mexer ou levantar um dedo sequer. Aliás, sou capaz até de inventar qualquer coisa para não me exercitar. A última que me lembro é que me doía a unha. É. A unha também dói. E a alma.

 

Agora a sério. De vez em quando sinto uma grande vontade de correr. Ir dar umas corridas ao ar livre, pela cidade. Até já imaginei trajectos. Nunca tive foi a iniciativa porque entretanto passa-me a vontade. Até hoje só corri uma vez na vida por iniciativa própria e por livre vontade. Nas aulas de educação física era obrigada a isso e normalmente ia a correr até ao café e ficava lá. Na última volta aparecia airosa da vida e a tresandar a tabaco mas o professor estava-se a marimbar e esse era um sentimento mútuo que fazia reinar a harmonia.

 

Mas lembro-me da primeira vez que corri por livre vontade e, sinceramente, senti-me um bocado mal. Para começar levantei-me uma hora mais cedo que o normal e estava um frio de rachar. Saí para a rua com aquelas roupas ridículas e comecei a correr. As pessoas nos carros olhavam para mim como se eu fosse tolinha e, sublinho, senti-me muito ridícula. Mas como normalmente me sinto ridícula em várias situações continuei e consegui dar uma volta completa ao quarteirão! No total devo ter corrido menos de cem metros mas foram suficientes para não voltar.

 

É que correr cansa. Deixa-nos ofegantes, com falta de ar, vermelhos como tomates. Depois as mulheres têm outro problema: o peito. Pelo menos para mim é um problema. Parece que alguma coisa vai saltar cá para fora e ganhar vida própria e isso é muito constrangedor.

De vez em quando, no entanto, lá vem essa vontade. Deve ser por causa da tendência para engordar.

 

Quando penso que estou a engordar, sinceramente, só me apetece comer ainda mais. Assim posso ficar muito mal-disposta e enjoada e iniciar uma dieta. Com a raiva pode até vir aquela vontade de correr e isso pode motivar-me a fazer algum exercício, aí quinze minutos ou meia horita. Em casa até tenho um daqueles aparelhos de ginásio, uma elíptica. É um monstro horrível que fica mal em qualquer compartimento da casa. Há uns tempos o meu namorado quis levá-la para a garagem mas eu não deixei. Enquanto me incomodar a vista lembro-me que se quiser posso sempre fazer meia hora de exercício.

 

Ultimamente, por acaso, até tenho feito. Pronto, ok, foram só dois dias. Mas foram seguidos! Fartei-me de suar. Usei uma daquelas cintas que fazem suar imenso porque de outra forma acho que só ia mesmo era ficar como um pimentão. Até gostei de fazer exercício. Aliás, eu gosto de fazer exercício. Não gosto é de correr. Não me aguento e isso é frustrante. Mas já andei no karaté kyokushin! E cheguei a lutar com outras pessoas. Era porreiro mas depois deixei de ir porque as aulas eram muito tarde e coincidiu que tinha muito serviço. Estou a pensar voltar no próximo mês. O problema é que agora já perdi o ritmo e ainda me lembro das primeiras aulas e de como me doía o corpo todo. Até as unhas!

 

Mas se calhar volto. Também andei na capoeira. E em aulas de dança (estilo aeróbica). Andei também no spinbike. Fiz yoga, musculação... o meu pai diz que eu quero fazer tudo e nunca faço nada. Já uma altura me tinha dito a mesma coisa. Foi quando eu quis aprender guitarra. Ele queria que eu aprendesse piano. Quando muito poderia ser bateria ou saxofone. Piano é que não. E ele disse-me que eu queria sempre tudo e nunca aprendia nada. Depois um dia ouviu-me tocar guitarra e disse que eu não tinha mesmo jeitinho para aquilo, como ele já suspeitava. Fiquei lixada e nunca mais toquei. Até nem tinha jeito para o instrumento, mas diziam que tinha bom ouvido para a música. Entretanto passou.

 

É como a vontade de correr. Hoje de manhã estive com um colega de trabalho que não via há dois anos. disse-me que estava mais bonita. Fiquei toda inchada. Mas houve outro colega que aproveitou logo para insinuar que eu estava mais sexy, como a Popota. Sim a Popota. Popo Popopopota. Não levei a mal. Somos amigos e estamos sempre em picardia mas preferia que me chamasse gorda. Popota é que não. Ainda por cima ela agora dança! E está mais magra e tudo...

 

 


Hoje disseram-me que era o Dia do Homem. Não sabia que já tinham instituído esse dia e nem sei o que ache. Pediram-me a opinião e achei melhor não dar. Por um lado acho bem. Há o dia do animal, o dia do deficiente, o dia do não fumador.... Qualquer dia instituem o dia do toxicodependente, o dia do não corrupto, o dia dos patrões, o dia do trabalhador...Ah, espera, este último já existe e até é feriado.... Pena é que eu, desde que trabalho, nunca tive direito a descansar nesse dia. Mas nunca pensei muito nisso.

Não é que eu ache que os homens não merecem ter um dia. Acho é que esses dias são uma estupidez pegada. Gostava de saber quem é que inventa coisas dessas. Será que não têm mais que fazer ou em que pensar?

Fui pesquisar. O Google deu-me várias pistas, mas nenhuma delas afirmava o dia 19 de Novembro como dia do homem. Procurei então só em Portugal e o que me apareceu foi uma catrefada de anúncios gays. 

Fiz bem em não der opinião. Às tantas era peta, tipo apanhados. Mas a mim é difícil apanharem-me nessas. Aliás, e por falar nisso, não sei como há pessoas que se deixam enrolar por esses tipos dos apanhados. Ontem vi um caso que era caricato: uma mulher estacionava um descapotável e pedia a uma qualquer pessoa que fosse a passar que lhe guardasse o carrinho uns minutos. Entretanto aparecia um bêbedo que fingia vomitar lá para dentro. Para além de não ter piada o que me causa espanto é que alguém se prontifique a ajudar. 

Se calhar o problema é meu. Há uns meses estive em Nuremberg com uns amigos e fomos abordados na esplanada por um alemão que nos pediu o telefone emprestado só para fazer uma chamadinha. Obviamente nem reagi, limitei-me a olhar com ar de gozo, tipo, deves estar a passar-te não? Mas como não sabia dizer isto em alemão não disse nada. O engraçado é que esse amigo emprestou o telefone, correndo o sério risco de ficar sem ele.

Concluo, por isso, que ainda há pessoas boas. Ou serão simplesmente otárias? Ou serei eu que sou má? Também, sempre que tento ser boa corre mal. Ainda ontem ia entalando o carro da minha mãe no portão eléctrico porque resolvi, qual filha solicita e sempre pronta a ajudar, abrir o portão para ela entrar. O problema é que ela tem comando e já tinha feito isso. O que aconteceu foi que eu fechei o portão quando ela ia entrar. Por sorte ela apercebeu-se da minha estupidez. São muitos anos de convivência.

Bem, a conversa está boa e começou por causa dos homens mas eu tenho mesmo de ir trabalhar. A todos, incluindo os homens, um resto de bom dia. 

publicado por Lacra às 15:29

18.11.09

 Estava aqui com remorsos. Tststs... passaram. Haja dinheiro e boa vida. Ahhhh quem me dera ser chefe!

publicado por Lacra às 17:39

 Hoje é daqueles dias que não me apetece fazer nada. Pediram-me, extra trabalho oficial, para escrever uns textos para uma banda desenhada institucional. Assim uma coisa com piada. Não sei porque se lembraram de mim. Deve ter sido porque em pequena engoli um palhacinho e de vez em quando, muito raramente na verdade, digo assim umas coisas com piada. Não é o caso. Nem ato nem desato.

 

Também me falta inspiração para mega reportagens fabulosas sobre as gentes transmontanas e as suas tradições. É que começam a escassear essas gentes formidáveis.

 

O que eu precisava mesmo era de umas férias longe daqui. Mas este ano já esgotei o meu tempo de férias. Agora, só para o ano que vem... Podia era apanhar assim uma gripada, do tipo A, que era mesmo para ficar em casa. E depois receitavam o pandermix. Li que o medicamento se chamava pandermix ou coisa do género num blog de disparates. Pandermix é um nome fixe. Sem ironias.

 

Que passará pela cabeça destas pessoas quando decidem atribuir um nome a uma suposta vacina contra um vírus mais mortal que se pode transformar numa pandemia? Pessoalmente jamais me lembraria de tal nome. Como sou uma miúda com piada certamente teria uma ideia super original e completamente descabida. Ou não. Mas não se chamaria Pandermix.

 

De qualquer forma era porreiro ficar uns dias em casa pese embora os sintomas desagradáveis da gripe. Mas com uma boa aguardente e mel curava o vírus e ainda apanhava grande narsa. E podia ficar o dia todo sem fazer nenhum. Sabia-me mesmo bem. Mas acho que ficava sem receber. Vida de pobre é foda né meu irmão?

 

O que podia era cair aqui no trabalho. Assim o seguro entrava e cobria as despesas enquanto eu ficava ao quente, em casa, sossegadinha da vida. Mas mandar-me das escadas abaixo já é demais para mim. Apesar disso já me ter passado pela cabeça.... não, era mesmo demais e podia-me magoar a sério.

 

Ok. Hoje só estou a dizer estupidezes. Mas qual é o dia em que não digo uma palermice sem sentido? Tédio. Tenho é que mudar de vida, como diz a canção. Mas isso não é assim tão fácil quanto pareça. Há uns tempos vi um anúncio em que pediam pessoal para as Forças Armadas. Não é o meu sonho mas pensei nisso. O problema é que tinha que me despedir. E fazer testes. Psicotécnicos e dos outros. E depois ainda tinha de fazer um curso, com a séria probabilidade de reprovar. Ficava sem pão nem bola, como se costuma dizer.

 

Tenho visto é os anúncios de emprego. Parece que o meu curso não tem mesmo saída no mercado de trabalho. Podia tirar outro. Mas falta dinheiro para as propinas, mesmo no ensino superior público que, supostamente, deveria ser gratuito.

 

Resta a esperança de ser chamada a uma entrevista para o pomposo lugar de técnico de comunicação. Concorri no outro dia mas cheira-me que se me chamarem vou ter de fazer psicotécnicos e entrevistas. No último concurso do género reprovei nos psicotécnicos. Se calhar tenho algum problema mental. Ou perturbação. Não sei. Hoje estou assim. Parva.  Vou mas é trabalhar. pelo menos tenho um trabalho, como costumam dizer. Há pessoas que se contentam com muito pouco. Isto para mim não basta, não é suficiente.

 

Também me disseram que enquanto procurar não vou encontrar nada. Isso entra em contradição com uma coisa que eu li no tal guia espiritual do Monge que vendeu o Ferrari e que diz que se uma pessoa não tem objectivos não vai a lado nenhum. Não vai porque nem sequer chega a fazer a caminhada. Mas também dizia que quando nos concentramos muito em determinada coisa, estamos com um olho no futuro e outro no presente, qualquer coisa do género.

 

Eu acho é que é muito fácil aos outros darem palpites sobre o que não os afecta por isso vou mas é trabalhar!


 Desde há uns dias para cá que tenho dificuldades em adormecer. Revi toda a estante de livros disponíveis e descobri um com um título muito engraçado, oferta do jornal Público, de há anos. Chama-se "O Monge que vendeu o ferrari". O argumento é simples: um advogado muito rico, com tudo e mais alguma coisa, começa a entrar numa espiral de declínio. Um dia tem um enfarte, sobrevive à rasca e decide abandonar a vida que tinha para se tornar um monge. Regressa depois com os ensinamentos da "eterna juventude" e a partir de certa altura o livro é uma espécie de guia espiritual, (ou pretende ser), sobre como viver melhor, ser feliz, alcançar objectivos, etc. 

Liguei então a televisão e apanhei um documentário do canal História sobre a civilização Maia. Bom, pensei, isto sim, finalmente alguma coisa interessante! O problema é que o dito documentário alertava para as premonições dos Maias sobre o fim do mundo, previsto para 21 de Dezembro de 2012. Parece que os planetas vão ficar alinhados e isso vai provocar alterações na Terra, alterações que já são visíveis. Fiquei assustada, confesso.

Desliguei o mau agoiro e tentei dormir. Silêncio. Silêncio. Silêncio.

Nunca conseguirei descrever este silêncio ensurdecedor porque é de facto ensurdecedor. Nem um carro, nem vento, nem chuva, nenhum som. Absolutamente nada. Já é a segunda ou terceira noite que não consigo adormecer com tanto silêncio. Pensei até levantar-me e sair pelas ruas. Filmar o silêncio. Mas é assustador e eu ia causar som. Fiquei quieta, a ouvir o silêncio e a imaginar o 21 de Dezembro de 2012. Poderei estar aqui, a contemplar o mundo que conheço ou terei de assistir ao fim dos tempos? É assustador.


16.11.09

 Não há maior ofensa sobre o nosso trabalho que outros acharem que alguém nos pagou para escrever determinadas coisas. Digo eu.

Aqui há tempos fui a uma tomada de posse de uma determinada autarquia no cu de Judas, literalmente. Disse o autarca que tomava posse pela primeira vez que tinha herdado uma dívida de 20 milhões de euros. 20 milhões de euros? uma câmara minúscula tem uma dívida de 20 milhões de euros? Isto é notícia.

Logo surgiram os comentários: a jornalista não sabe o que diz, é vesga, mentirosa e incompetente. Muito obrigado mas não lhe reconheço competências na matéria para falar sobre isso e, como tal, não vou levar em linha de conta a sua opinião.

 

Num outro pequeno concelho, também em cu de Judas, mas outro este, uma escola decide criar uma unidade para autistas. Única no distrito.

Comentário: sou uma ignorante porque já existem unidades destas em outras localidades do país.

Pois, mas eu NÃO trabalho num jornal nacional. Infelizmente. Talvez isso seja a prova da minha incompetência ou será ignorância?

Sim, porque o opiniador diz que eu sou uma ignorante porque o autismo não é uma doença e, como ignorante que sou, não devia ter emitido essa opinião. Eu não opinei sobre o autismo. Disse somente que cinco crianças sofriam de autismo, cada uma delas com problemas diferentes dentro do espectro da doença.

Não é uma doença? Obrigado pela correcção. De qualquer forma isto também não era uma opinião. Era sim uma afirmação. Mas fica anotado.

 

Faz-me lembrar aquele conselho magnifico da Direcção-Geral de Saúde: pessoas saudáveis devem evitar eventos culturais que mobilizem grandes massas. Atenção: pessoas saudáveis. Os doentes podem ir. Os perturbados não. Desculpem, estou só a ser ironicamente estúpida. Gosto de críticas mas construtivas. A minha falta de confiança já me é fatal.


Aconselharam-me um livro: "Sargento Getúlio"de João Ubaldo Ribeiro. Partilho aqui convosco porque a pessoa que o aconselhou merece que os seus conselhos sejam seguidos.

Obrigado.


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